O tema da redação do ENEM de 2017 surpreendeu muitos alunos e professores. A inclusão dos surdos na educação, apesar de ofertada em leis, é um grande desafio que enfrentamos, principalmente no ensino público
Iniciando um debate sobre o Enem, em que todos estavam se preparando para fazer uma redação, se inicia uma análise de temas e, de acordo com a maioria, três temas foram analisados: A violência contra a mulher (2015); Intolerância religiosa e racismo (2016). Quando veio o tema "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", que se encaixa numa minoria e muitas pessoas não sabia dialogar e por em prática num texto dissertativo-argumentativo para o Enem. Sem contar que esse tema surpreende não apenas os alunos que estavam elaborando a temática do texto mas também surpreende inúmeros professores em geral. Afinal, essa temática é muito complexa e deveríamos saber o que eles precisam para aprender, o que eles precisam para formação educacional e qual problema com isso?
Diante disse, surge um debate na Escola Djalma Pessoa abordando justamente esse tema e, através desse Blog, abordaremos os questionamentos e opiniões trazidas pelos alunos em sala de aula.
Surdo x Deficiente Auditivo
Após o começo do debate abrimos alguns tópicos para podermos seguir e o primeiro tópico era a diferença entre surdos e deficientes auditivos, que seria: Surdos são pessoas que não ouvem e nem nunca ouviram, e, portanto, não falam. Surdos já nascem surdos! Já as pessoas com deficiência auditiva, possuem uma perda parcial ou total na capacidade de detectar sons e, em geral, tal problema pode ser resolvido com tratamento clínico, cirurgia ou aparelhos auditivos.
Logo em seguida, após cada aluno da sua opinião sobre esse primeiro tópico e todos entrarem em acordo com a mesma resolução e foi aberto um segundo tópico que já entraria numa legislação.
| Uma pequena diferença ilustrado numa imagem. |
Além dessa imagem que está ilustrando a diferença entre deficientes auditivos e surdos, há um vídeo para ilustrar novamente a diferença para deixar mais claro.
O surdo tem direito!
Tem lei que fala exclusivamente do surdo, Jubilut? Sim, tem! Mas infelizmente esta, Lei 5.626/2005, diz que instituições federais de ensino, devem garantir a educação e a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva. Infelizmente, poucas são as instituições federais de ensino no Brasil, não é mesmo?!
Já na Lei Federal nº 9.394/1996, a pessoa com deficiência tem direito à educação pública e gratuita e, preferencialmente, na rede regular de ensino, e, ainda se for o caso, à educação adaptada às suas necessidades educacionais especiais”. Na lei, um texto muito bonito e inclusivo, ao contrário do que acontece na realidade. Nossas escolas públicas, em sua maioria, não dispõem de recursos ou de didática para receber e auxiliar um aluno com deficiência, seja ela auditiva, visual, cerebral, etc.
Apesar de ser uma disciplina obrigatória para os cursos de licenciatura, cursar LIBRAS(Linguagem Brasileira dos Sinais) não irá, necessariamente, oferecer a um professor a preparação necessária para auxiliar os seus alunos. As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial também determinam que haja um intérprete na sala de aula, para respaldar os alunos surdos ou com deficiência auditiva. Aqui também, a lei não condiz com a prática, e isso não acontece na maioria dos casos.
Diante desse cenário, como oferecer uma formação de qualidade à uma turma que necessita de uma atenção mais que especial?
Se o ensino público já é precário para alunos ouvintes, imaginem para os que não ouvem nada?! Aqui, cabe destacar que o professor deve entender que a língua portuguesa não é a língua de fluência do aluno surdo. Sua língua é LIBRAS! Somente 7% da comunidade surda no Brasil, é alfabetizada (dado da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), e portanto, conseguirá se comunicar através da escrita.
Algumas pessoas não sabem porém LIBRAS é a segunda língua oficial do Brasil. Apesar de vários obstáculos é muito difícil um deficiente e um surdo ser alfabetizado pós o estado deve em se implantar regulações para a melhoria e compreensão do desenvolvimento de pessoas especiais.



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